Festival Vapor

O Festival Vapor completa a programação da sua edição de 2026 com novos nomes e propostas que voltam a cruzar música, artes performativas, cinema, literatura, cultura steampunk e património.

Nos dias 3 e 4 de outubro, o Museu Nacional Ferroviário, no Entroncamento, volta a transformar-se num espaço de encontro entre diferentes linguagens artísticas, gerações e comunidades, com apoio RTP Antena 3.

Sob o mote “Fantasiar o Futuro”, o Festival Vapor parte do património ferroviário e do imaginário steampunk para cruzar artes, tecnologia e ciência com a criação contemporânea. Organizado pelo Município do Entroncamento e pelo Museu Nacional Ferroviário, o evento procura, através da cultura e da criatividade, imaginar novos futuros mais diversos, inclusivos e sustentáveis.

Na música, o destaque vai para o concerto de Mayra Andrade, uma das mais reconhecidas vozes da música cabo-verdiana contemporânea. A sua música atravessa referências cabo-verdianas, africanas e ocidentais numa sonoridade pop, tropical e cosmopolita. Com uma carreira internacional consolidada e uma identidade artística marcada pela liberdade de cruzar géneros, línguas e geografias, Mayra Andrade traz ao Festival Vapor um repertório que celebra a diversidade e a riqueza da música cabo-verdiana contemporânea. A artista sobe ao Palco Naves no dia 4 de outubro, às 23h30, acompanhada por Djodje Almeida, no violão, e Ndu Carlos, na bateria e percussão.

Ainda na música, o cartaz fica completo com Arapucagongon, duo nascido em Lisboa do encontro entre o multi-instrumentista e produtor Henrique Silva, também à frente dos projetos Acácia Maior e Landa, e o artista natural da Amazónia brasileira Jhon Douglas, que desenvolve um trabalho autoral entre música e performance. O projeto resulta dessa ligação espontânea e explora o cruzamento entre diferentes geografias, linguagens e referências musicais. Arapucagongon atua no dia 4 de outubro, às 19h30, no Palco Naves.

A programação musical inclui ainda Iolanda, Mandra, xtinto, Fogo Fogo e Stereossauro, no dia 3 de outubro, e Rita Vian, Motherflutters e Hermanas Sisters, no dia 4, completando um programa que percorre diferentes linguagens e gerações da música contemporânea.

Não sendo apenas música, o Festival Vapor apresenta, nas artes performativas, “Antiprincesa Clarice Lispector”, espetáculo de Cláudia Gaiolas dedicado à vida e obra de uma das mais incontornáveis escritoras brasileiras. A proposta junta teatro, literatura e reflexão em torno de uma figura cuja obra continua a desafiar convenções e a conquistar novas gerações de leitores. O espetáculo terá duas apresentações, nos dias 3 e 4 de outubro, às 15h, na Sala do Comboio Real.

A literatura tem também espaço próprio com a Feira do Livro, que decorre nos dois dias, a partir das 12h, na Sala do Comboio Real. A iniciativa apresenta vários destaques e novidades dedicados a universos como a fantasia, a ficção científica e o terror, reforçando uma das dimensões particulares da programação do Vapor.

Na Carruagem Auditório, o festival acolhe o ciclo de cinema do Planos Film Fest, com duas sessões nos dias 3 e 4 de outubro, ambas às 16h. A programação apresenta uma seleção internacional de curtas-metragens vencedoras das últimas edições do festival, proporcionando diferentes olhares e linguagens do cinema contemporâneo num espaço que, por si só, integra a experiência do Museu Nacional Ferroviário.

Fazendo justiça à identidade do Festival Vapor, a programação inclui ainda um conjunto de propostas dedicadas à cultura steampunk e à criatividade. A Liga Steampunk apresenta a Fábrica de Autómatos, jogos de tabuleiro, Steamsnap e a Banca da Liga, com atividades a partir das 12h no Armazém de Víveres. Já a Cogworks promove, no dia 4, às 17h, na Rotunda das Locomotivas, a oficina “Upcycling the Wheel”, dedicada à reciclagem e reutilização criativa.

O festival conta também com Feira de Artesanato e Praça da Alimentação, integradas no conjunto de espaços e propostas que ocupam o Museu Nacional Ferroviário durante o fim de semana.

A acessibilidade é outra das dimensões assumidas pela organização. O Festival Vapor disponibiliza entrada gratuita para pessoas com deficiência e acompanhante, mediante apresentação de atestado multiusos com incapacidade superior a 60%, além de percurso acessível com rampas e elevador, plataforma elevatória no Palco Naves, espaços prioritários junto aos palcos, cadeiras de rodas, instalações sanitárias acessíveis e fraldários. Existem ainda recursos destinados a pessoas cegas ou com baixa visão e abafadores de som para pessoas neurodivergentes.

O plano de acessibilidade inclui também interpretação em Língua Gestual Portuguesa em vários momentos da programação, reforçando a intenção de tornar o festival acessível a diferentes públicos.

Quanto aos bilhetes, o bilhete diário custa 10 euros e o passe de dois dias 15 euros. A entrada é gratuita para crianças até aos 11 anos, inclusive, e existe um desconto de 50% para menores de 18 anos e estudantes, disponível na receção do Museu Nacional Ferroviário.