Future3 no Defeitos Especiais: “É essencial mantermos uma forma ingénua de fazer música”

Future3 no Defeitos Especiais: “É essencial mantermos uma forma ingénua de fazer música”

Future3 no Defeitos Especiais: “É essencial mantermos uma forma ingénua de fazer música”

Future3 no Defeitos Especiais: “É essencial mantermos uma forma ingénua de fazer música”

O ruído do quotidiano e a urgência de criar sem cedências comerciais dominaram a passagem dos Future3 pelo programa Defeitos Especiais, na RTP Antena 3. À conversa com Luís Oliveira, o trio sediado em Berlim e composto por Irina, Miguel e Rodrigo, apresentou o álbum de estreia, Despite the Rumbling (Jazzego Records).

Gravado em Berlim com Daniel Nentwig e Freddy Corazzini, o sucessor do single “Breeze on the Menu” cruza jazz progressivo, síntese analógica e eletrónica influenciada por nomes como Sun Ra e Esbjörn Svensson Trio. Irina e Miguel reforçaram a necessidade de proteger a espontaneidade criativa contra a obsessão pelo lucro:

“Acho que hoje, mais do que nunca, é essencial mantermos esta forma ingénua de fazer música, porque tudo lá fora nos empurra para não o fazer”, é uma das reflexões deixada pela teclista Irina, que abordou também a complexa relação da banda com as plataformas de streaming de onde, por mais que condenem as práticas, fica muito difícil sair sem pagar um elevado preço.

Já Miguel, o membro português e portuense da banda (Irina tem ascendência romena e dos países baixos e Rodrigo é uruguaio) confessou que até agora tem sido difícil arranjar agenda para concertos dos Future3 em solo nacional.

A conversa olhou também para o futuro, não dos Future3 mas do jazz e, embalados por uma tapeçaria de Koen Taselaar que inspira a capa e ironiza sobre as previsões falhadas do fim do mundo, traçaram-se poéticos cenários para o apocalipse.