Otto no FMM: “Estou muito entusiasmado com o que posso ainda render como artista”

Otto no FMM: “Estou muito entusiasmado com o que posso ainda render como artista”

São quase 30 anos a fazer canções a solo. Samba Pra Burro, de 1998, foi o disco que marcou a vida de Otto, ainda que haja uma vida anterior que marcou a música brasileira, em projetos como Nação Zumbi, Mundo Livre ou com Chico Science. 

É um dos precursores do movimento manguebeat e, na conversa com a RTP Antena 3, recordou parte dessa história. Uma história celebrada na edição de 2026 do Festival Músicas do Mundo, com o espetáculo “Otto Apocalíptico”.

Aos 58 anos, Otto diz-se “muito feliz” com aquilo que fez. “Mas estou muito entusiasmado com o que posso ainda render como artista”, diz. E o futuro – breve – vai trazer novo disco de Otto. Para já, ficam as lembranças do concerto de celebração apocalíptica da vida do pernambucano, enamorado permanentemente pela língua portuguesa – que é mesmo a sua pátria, como escreveu o poeta. Um concerto onde homenageou, emocionado, António Variações. “Eu vou servir este público daqui de Sines. E há uma hora em que vamos virar um só”, disse.