Mádé Kuti no FMM: “O legado Kuti vive por causa da imensa paixão que temos pela música”

Mádé Kuti no FMM: “O legado Kuti vive por causa da imensa paixão que temos pela música”

Depois de, em 2013, ter passado por Sines para tocar na banda do seu pai, Femi Kut, o músico nigeriano Madé Kuti – hoje com 30 anos – estreou-se no palco do Castelo em nome próprio. Carrega com ele o peso do apelido Kuti (é neto do mítico Fela Kuti, que está na génese do afrobeat), mas, como há uns anos dizia Allen Halloween: as costas não lhe doem muito.

Madé Kuti é um músico exímio e, igualmente, um performer extraordinário. A noite de estreia no Castelo foi, sem dúvida, um dos momentos altos da edição de 2026 do Músicas do Mundo, a trazer novo sangue ao género que o seu avô criou. 

Antes do concerto, Madé Kuti falou com João Torgal – que há cerca de um mês tinha entrevistado o tio Seaun Kuti, em Loulé, no MED – sobre o legado que carrega. “Está mais forte do que nunca pela paixão imensa que todos temos pela música, pela mensagem e pelo legado”, diz. 

Madé Kuti fez-se acompanhar de uma banda a que chamou “Movement”, com quem já toca há vários anos. E explica porquê: “Eu queria ter uma banda com uma palavra que representasse a música e a cultura, mas que também viesse com progresso. Queria que a música empurrasse algo para a frente, mas fizesse dançar, também.”