Nos dias 11 e 12 de setembro, a cidade de Braga volta a receber PARAÍSO, um programa artístico com enfoque na celebração e discussão das expressões artísticas afrodescendentes e lusófonas, com apoio RTP Antena 3. Sob o tema central Passado e Futuro na Afrodescendência, a edição deste ano propõe uma reflexão coletiva sobre as formas de existir entre a herança recebida e as realidades em construção. Através dos eixos da Performance, do Pensamento e da Mediação, a programação cruza áreas como o cinema, a música, a dança, o debate crítico e a gastronomia.
Em setembro, o PARAÍSO volta a habitar os palcos do Theatro Circo e do gnration, estendendo-se novamente à Livraria Centésima Página procurando ampliar a rede de partilha entre criadores, investigadores e o público local.
As curadorias especializadas contam com a colaboração da BANTUMEN, de Rosa Cabecinhas pelo projeto CONCILIARE do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho, além do olhar de Kitty Furtado no cinema, e com coordenação curatorial de Nuno Abreu.
Na sexta-feira, dia 11 de setembro, às 18h, na Livraria Centésima Página, a conversa com a assinatura da BANTUMEN Que formas de existir entre o que herdamos e o que construímos?, junta David Ferreira, Isabel Macedo (CONCILIARE) e Saidatina Khady Dias , com moderação de Marisa Rodrigues, para conhecer o trabalho de campo que organizações e pessoas têm feito nesta área na cidade de Braga.
Mais tarde, às 21h30, o gnration acolhe a exibição gratuita do filme Si Destinu (2015), da realizadora Vanessa Fernandes, seguida de uma conversa sobre as variantes do Black Gaze entre a realizadora e a investigadora Kitty Furtado.
No sábado, dia 12 de setembro, as atividades começam às 11h no gnration com a apresentação pública do processo de criação do Manual Antirracista para as Artes e Educação, dinamizada por Dori Nigro, Melissa Rodrigues e Raquel Lima em representação da União Negra das Artes. Segue-se, às 13h, um momento de celebração com o almoço comunitário preparado pela Chef cabo-verdiana Ana Teresa Correia, com cachupa rica e cachupa vegetariana e com ambiente musical assegurado pelo DJ angolano Chipula.
À tarde, a partir das 15h, o debate regressa ao gnration com a sessão curada pelo CONCILIARE Arte, participação e práticas de contestação da colonialidade: o papel da criação coletiva na construção de futuros alternativos que reúne os jovens António Zaqueu, Luege D’ Olim e Sarina Azevedo sob a moderação de Luiza Lins, numa partilha das suas vivências pessoais para refletir sobre participação, memória, identidade e pertença no espaço público. Às 16h30, Eddie Folige orienta um workshop de dança focado nas raízes da kizomba, novamente acompanhado por DJ Chipula.
O encerramento do PARAÍSO acontece às 21h30, no Theatro Circo, com o concerto da Cesária Évora Orchestra, uma sentida homenagem à “Diva dos Pés Descalços” que junta em palco as vozes de Ceuzany, Elida Almeida, Lucibela e o compositor Teófilo Chantre.
Todas as iniciativas são de acesso gratuito (com exceção do concerto de Cesária Évora Orchestra), requerendo o almoço inscrição prévia pelo e-mail participacao@theatrocirco.com.