Afonso Rodrigues no Vocês Sabem Lá: “Eu não era punk a sério porque os meus pais não me deixavam”

Afonso Rodrigues no Vocês Sabem Lá: “Eu não era punk a sério porque os meus pais não me deixavam”

Afonso Rodrigues no Vocês Sabem Lá: “Eu não era punk a sério porque os meus pais não me deixavam”

Afonso Rodrigues no Vocês Sabem Lá: “Eu não era punk a sério porque os meus pais não me deixavam”

Luís Oliveira recebeu Afonso Rodrigues no Vocês Sabem Lá, para uma viagem sem filtros pelas memórias, pela música e pelas curvas do percurso do vocalista dos Sean Riley and the Slowriders.

A conversa começou onde tudo começou: uma infância feliz passada nas Caldas da Rainha e os anos de adolescência vividos em Leiria, período em que o rock and roll começou a ganhar espaço definitivo na sua vida. Afonso recordou o ritual de passar os fins de semana em casa a ouvir discos dos pais numa dieta de José Afonso, Miles Davis e Chico Buarque.

É já como estudante universitário, em Coimbra, que teve a sua primeira grande experiência aos microfones, através da RUC (Rádio Universidade de Coimbra) — o tal bichinho da rádio voltaria mais tarde, temporariamente, na RTP Antena 3, onde assinou o programa Jacuzzi.

Também na cidade dos estudantes nascia a aventura Sean Riley and the Slowriders. Na entrevista, Afonso Rodrigues lembrou os primeiros passos e uma noite no TAGV que mudou mais do que apenas uma vida.

No entanto, a história do grupo também se fez de momentos de profunda dor. Um dos pontos mais emotivos da conversa deu-se quando o músico recordou a perda de Bruno Simões, baixista e amigo de longa data. Afonso partilhou abertamente o impacto desse luto doloroso e as lições de vida que a despedida precoce do companheiro de banda lhe deixou.

Os diferentes momentos da banda, a aventura com os Keep Razors Sharp, os discos em nome próprio e um novo caminho feito em português são, obviamente, também temas da conversa.

Afonso Rodrigues abordou a sua passagem pelos “bastidores” da indústria musical como A&R da Sony Music. Uma experiência do “outro lado” que lhe trouxe uma perspetiva única sobre o ecossistema da música em Portugal.
Hoje, além da música, o seu espírito empreendedor ganha forma na Casa Tigre, espaço onde tem como sócios Paulo Furtado (The Legendary Tigerman) e Raí (Keep Razors Sharp e The Poppers). A fechar a conversa, houve ainda tempo para falar de outra das suas grandes paixões de sempre: o fascínio pelas motas e pela liberdade sobre duas rodas