Entre todos os destinos possíveis de uma hipotética viagem no tempo e no espaço, o protagonista de Hotel Paradoxo escolhe voltar ao verão de 2009, em Lisboa. Há conflitos na Faixa de Gaza e testes nucleares na Coreia. Um avião da Air France desaparece misteriosamente no Oceano Atlântico. E no dia de um dos maiores eclipses solares do século XXI, duas pessoas encontram-se por acaso e passam a noite juntos num hotel. Partem ao amanhecer para nunca mais se encontrarem. Uma viagem em escala íntima, com pequenos desvios por praias quânticas com vista para o Big Bang e retiros rochosos num futuro longínquo e desprovido de vida.
Hotel Paradoxo tem texto e encenação de Alex Cassal e interpretação de Marco Mendonça. É uma experiência híbrida de teatro, cinema e astrofísica, concebida para acontecer num planetário, sob a abóbada da sala de projeção, como se estivéssemos a olhar para um céu repleto de estrelas.
A peça será apresentada nos próximos dias 21, 22 e 23 de maio, numa sessão às 19h e outra às 22h, ambas no Planetário de Marinha (Praça do Império – Belém), com apoio Antena 3. O local é acessível a pessoas em cadeira de rodas e os bilhetes já estão disponíveis.