Depois de um ano de espera e de (grande) antecipação, o concerto de Bad Bunny chega finalmente a Lisboa, no Estádio da Luz, nos dias 26 e 27 de maio.
A digressão, lançada depois do álbum Debí Tirar Más Fotos tem sido apresentada como uma das maiores digressões globais de um artista latino: segundo o El País, vendeu 2,6 milhões de bilhetes só na primeira semana e inclui 57 concertos em 18 países.
As portas abrem às 17h e a primeira parte será assegurada por Chuwi, banda porto riquenha, que conhecemos do tema “Weltita” de DeBÍ TiRAR MáS FOToS, álbum que Benito apresenta por cá.
Há muito mais coisas proibidas à entrada do concerto. Destacamos aerossol, spray (isto inclui perfumes, desodorizantes), equipamento de gravação de áudio ou imagem (tablets, iPads, computadores, câmaras profissionais, drones), nem se pode entrar com garrafas de água. Mais detalhes
A infância de Bad Bunny foi rodeada por música, ilustração e escrever histórias. Sempre se interessou pelo meio artístico, desde muito cedo. O mais engraçado? A mãe era professora e o pai camionista.
Existe MESMO uma fotografia dele vestido de coelho na escola. Anos depois, ele olhou para a foto e decidiu usar “Bad Bunny” como nome artístico.
A mãe era muito religiosa e ele passou parte da infância a cantar no coro da igreja. Ouvia reggaeton “às escondidas” porque os pais não o deixavam ouvir artistas mais “explícitos”.
Ao mesmo tempo, fazia músicas no quarto e metia-as no SoundCloud durante turnos e aulas.
Bad Bunny tornou-se o maior artista do mundo sem nunca mudar de língua, sotaque ou referências culturais. Já confessou, uma e outra vez, nunca abandonar o espanhol nem o sotaque porto-riquenho para agradar o mercado americano.
Lembram-se de “El Apagón”? Foi mais que uma música — foi também uma peça de denúncia política.
O videoclipe de “El Apagón” inclui um mini-documentário investigativo de Kacho López Mari, com reportagem da jornalista Bianca Graulau. Um dos maiores artistas de sempre ajudou a distribuir uma reportagem/ investigação jornalística sobre privatização, desigualdade e colonialismo.