Agostinho Dias: “Os miúdos cada vez têm menos espírito de sacrifício”

Agostinho Pinto dedicou uma vida ao basquetebol, formou gerações de atletas, treinou jogadores que chegaram à NBA e esteve ligado a alguns dos maiores resultados da história das Seleções Nacionais.

No mais recente episódio do Triplo Duplo, o treinador e figura histórica do CPN fala sobre uma carreira construída na formação e lança uma reflexão frontal sobre o futuro do basquetebol português.

A conversa passa pelo CPN, pela histórica prata europeia de 2015, pelo Mundial Sub-19 de 2025 e pelo privilégio de ter acompanhado jogadores como Neemias Queta, Ticha Penicheiro e Rúben Prey nos primeiros passos das suas carreiras.

Mas é quando fala da formação que Agostinho Pinto se torna particularmente crítico. Numa geração com mais informação, tecnologia e acesso a conteúdos, acredita que se está a perder o essencial: espírito de sacrifício, fundamentos, concentração e capacidade de improvisar.

Os miúdos cada vez têm menos espírito de sacrifício.

Para o treinador, a formação não pode ser apenas uma procura pelo talento ou pelas jogadas mais bonitas. É preciso ensinar a jogar, mas também ensinar a competir, a trabalhar e a respeitar quem está ao lado.

A conversa termina com uma mensagem que resume a sua filosofia enquanto treinador:

Nunca te vendas ao melhor jogador.

Mais do que uma conversa sobre basquetebol, este episódio é uma reflexão sobre formação, liderança, disciplina e a responsabilidade de preparar pessoas muito antes de preparar jogadores.