Aos 22 anos, Filipa Barros já viveu uma experiência que pode mudar a carreira de qualquer atleta: ficar um ano inteiro sem competir.
No mais recente episódio do Triplo Duplo, a jogadora portuguesa fala sobre o percurso que começou no Guifões, o sonho de jogar nos Estados Unidos e a adaptação ao basquetebol universitário, mas é quando recorda a lesão que a conversa ganha outra dimensão.
Durante 33 jogos, Filipa esteve no banco sem poder competir. O processo de recuperação foi longo e difícil e chegou a existir pressão para que regressasse antes de estar realmente recuperada. A própria jogadora admite que chegou a duvidar de si e do próprio diagnóstico, até perceber que precisava de parar.
“Foi o momento mais difícil da minha carreira.”
A experiência obrigou-a também a procurar ajuda psicológica. Uma vez por semana, começou a trabalhar com uma psicóloga e descobriu uma aprendizagem que acabou por mudar a forma como encara o jogo: o basquetebol pode ser uma parte fundamental da vida sem ser a vida inteira.
O regresso trouxe uma nova relação com o jogo. Filipa conta que hoje consegue viver uma má exibição ou uma derrota com outra perspetiva, precisamente porque já passou pela experiência de não poder jogar. Ao mesmo tempo, fala das exigências do basquetebol universitário nos Estados Unidos, das condições de treino e da quantidade de repetições que contribuíram para a sua evolução.
Mais do que uma história sobre basquetebol universitário, este episódio é sobre crescer, lidar com a adversidade e perceber que, por vezes, parar também faz parte do caminho para voltar mais forte.