Dupla estreia com carimbo RTP Antena 3: “Cartas Amarelas” e “O Jacaré” já estão nos cinemas
Still do filme "O Jacaré" de Basil da Cunha.

Dupla estreia com carimbo RTP Antena 3: “Cartas Amarelas” e “O Jacaré” já estão nos cinemas

Dois filmes, duas histórias de resistência e sobrevivência chegam hoje aos cinemas com carimbo RTP Antena 3.

Dupla estreia com carimbo RTP Antena 3: “Cartas Amarelas” e “O Jacaré” já estão nos cinemas
Still do filme "O Jacaré" de Basil da Cunha.

Dupla estreia com carimbo RTP Antena 3: “Cartas Amarelas” e “O Jacaré” já estão nos cinemas

Dois filmes, duas histórias de resistência e sobrevivência chegam hoje aos cinemas com carimbo RTP Antena 3.

As salas de cinema portuguesas recebem esta quinta-feira, 3 de setembro, dois filmes de universos muito distintos, mas unidos por personagens confrontadas com situações-limite. “Cartas Amarelas”, thriller político de İlker Çatak, e “O Jacaré”, de Basil da Cunha, chegam hoje ao grande ecrã com o carimbo RTP Antena 3.

Vencedor do Urso de Ouro no 76.º Festival Internacional de Cinema de Berlim, “Cartas Amarelas” é o novo trabalho de İlker Çatak, realizador de “A Sala de Professores”, filme que lhe valeu uma nomeação para o Óscar de Melhor Filme Internacional.

Ilker Çatak, o grande vencedor da Berlinale

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A história acompanha Aziz, professor na Universidade de Ancara, que recebe inesperadamente uma “carta amarela” a comunicar a revogação do seu contrato, sem qualquer explicação.

A situação torna-se ainda mais grave quando a sua mulher, Derya, uma reconhecida actriz do teatro nacional, recebe também a mesma notificação. Perseguidos pelo Estado e privados das suas carreiras, os dois vêem-se obrigados a confrontar não só um contexto político cada vez mais repressivo, mas também as dificuldades concretas de sobrevivência. Entre a defesa dos seus ideais e a necessidade de proteger a própria vida, o casal vê a relação ser levada ao limite.

Protagonizado por Özgü Namal e Tansu Biçer, “Cartas Amarelas” coloca no centro questões como a liberdade de expressão, a perseguição de académicos e artistas e o preço da resistência perante um poder autoritário.

Já “O Jacaré”, de Basil da Cunha, transporta o espectador para a Reboleira, nos arredores de Lisboa, onde um assalto de 180 mil euros desencadeia uma verdadeira caça ao tesouro. Depois de o carro usado no assalto se despistar no bairro e um dos assaltantes ser detido, o dinheiro desaparece.

Com a polícia a cercar a zona, todos querem descobrir primeiro onde estão os 180 mil euros. PC, líder do bairro, manda o jovem Chandi aproximar-se de KP para tentar descobrir o paradeiro do dinheiro. Ao mesmo tempo, Machine prepara um golpe contra Máfia, um traficante obcecado por automóveis antigos, enquanto Xana procura uma saída para a relação com o marido violento, recentemente libertado da prisão.

À medida que estas histórias se cruzam, as alianças alteram-se, surgem traições e a tensão aumenta, numa mistura de humor, violência e encontros inesperados. Mas há ainda um elemento insólito a perturbar o bairro: começa a circular o rumor de que um jacaré foi visto a vaguear pelas ruas da Reboleira.

Falado em crioulo de Cabo Verde e português, “O Jacaré” é uma coprodução entre Suíça, Portugal e França, com realização e argumento de Basil da Cunha.

Duas estreias, dois retratos de comunidades sob pressão: de um lado, a repressão política e a luta pela liberdade; do outro, um bairro transformado num palco de sobrevivência, ambição e conflito. “Cartas Amarelas” e “O Jacaré” chegam hoje aos cinemas portugueses.