Marina, de 18 anos, órfã desde pequena, tem de viajar até à costa atlântica deEspanha para conseguir uma assinatura dos avós paternos, que nunca conheceu,para um pedido de uma bolsa de estudo. Lá, conhecerá uma multitude de novostios, tias e primos, sem saber se será acolhida ou se encontrará resistência.Despertando emoções há muito enterradas, reacendendo a ternura e destapandoferidas silenciosas ligadas ao passado, Marina reconstrói as memóriasfragmentadas – e muitas vezes contraditórias – dos pais de quem mal se lembra.

Segundo a realizadora: “ROMARIA é um filme sobre a memória – os fugazesmomentos familiares que talvez nunca venhamos acompreender completamente.Tentei reconstruir ahistória dos meus pais através das memórias daminha família e de quem os conheceu, mas falhei. Anatureza inerentemente fragmentada da memóriadesempenha o seu papel, mas o principal obstáculo éo estigma em torno da SIDA, que obscurece estasmemórias. Esta história pretende recuperar o legadode uma geração esquecida que sofreu as duplasconsequências da dependência de heroína e doaparecimento de um novo vírus. Uma parte damemória histórica espanhola que merece serdescoberta.Frustrada pela impossibilidade de desvendar ahistória completa dos meus pais, dediquei-me a criara memória que me fazia falta. Podemos criar a nossaprópria memória quando ela não existe? Acredito quepodemos – e devemos – estabelecer uma relação maissaudável com o passado e moldar a nossa identidade. Felizmente, tenho o cinema.”
Romaria é o novo filme de Carla Simón, com estreia no dia 2 de abril nas salas de cinema portuguesas, com apoio Antena 3.