Fricção Científica: O dia em que o Sol vai desaparecer…
Fotografia: Martin Junius

Fricção Científica: O dia em que o Sol vai desaparecer…

Fricção Científica: O dia em que o Sol vai desaparecer…
Fotografia: Martin Junius

Fricção Científica: O dia em que o Sol vai desaparecer…

No dia 12 de agosto, haverá um eclipse solar raro que será parcialmente visível em todo o território nacional, mas que apenas poderá ser testemunhado na sua totalidade numa pequena zona de Trás-os-Montes, entre as aldeias de Rio de Onor e Guadramil, situadas no Parque Natural de Montesinho, em Bragança. A 12 de agosto, em Portugal Continental, por volta das 19h30, o dia vai transformar-se em noite, com uma percentagem de ocultação do Sol que pode variar entre os 92% e os 100%. Na região do Porto, calcula-se que a obstrução do Sol chegue aos 98%; em Lisboa, aos 95%; no Algarve, aos 93%; e, nos arquipélagos dos Açores e da Madeira, pode variar entre os 74% e os 77%. Mas, no Parque Nacional de Montesinho, durante cerca de 26 segundos, será possível observar um eclipse solar total que revelará a Coroa Solar, a atmosfera mais externa do Sol, apenas visível a olho nu durante eventos deste tipo. O último eclipse desta dimensão observado em Portugal aconteceu em 1912; o próximo será em 2144. Por isso mesmo, há muitos eventos planeados, nomeadamente pelo Centro Ciência Viva de Bragança, que está no epicentro do acontecimento, mas também por outras entidades e empresas dedicadas ao astroturismo.

Um eclipse solar acontece quando a Lua passa entre o Sol e a Terra, obstruindo a visão do Sol a partir do nosso planeta. Um eclipse solar total, como aquele que vai acontecer a 12 de agosto, dá-se quando o diâmetro da Lua é aparentemente maior do que o do Sol. Esta totalidade é sempre limitada a algumas zonas geográficas; neste caso, vai ser visível no Ártico, na Gronelândia, na Islândia, no oceano Atlântico, no norte de Espanha e no extremo nordeste português. Na Islândia, o eclipse total deverá prolongar-se por mais de duas horas.

Há cuidados a ter quando se observa um eclipse solar. O principal é nunca olhar diretamente para o Sol sem proteção. Óculos de sol não são adequados; o mesmo acontece com vidros fumados, negativos fotográficos, radiografias e outras alternativas caseiras. Há óculos certificados para estas condições, e só esses devem ser usados — e durante períodos curtos. A única altura em que é possível olhar o Sol sem proteção é durante o chamado período de totalidade, ou seja, quando está totalmente obscurecido. Olhar para o Sol diretamente pode provocar danos de visão graves, como queimaduras de retina e até cegueira irreversível.