Fricção Científica: Com que idade devemos deixar de sair à noite?

Fricção Científica: Com que idade devemos deixar de sair à noite?

Fricção Científica: Com que idade devemos deixar de sair à noite?

Fricção Científica: Com que idade devemos deixar de sair à noite?

Há uma ideia mais ou menos generalizada que considera que pessoas mais velhas não devem frequentar clubes de música de dança. Normalmente, acredita-se que os nossos hábitos devem mudar à medida que  envelhecemos, nesse sentido, sair para dançar é visto como coisa para os mais jovens. Mas um estudo publicado no Psychology of Music, concluiu que ir a eventos de música electrónica (raves, festas, clubes, festivais) tem benefícios para a saúde mental e bem estar geral, em particular, das mulheres com mais de 40 anos.

Investigadoras da universidade de Leeds, no Reino Unido, quiseram perceber como o género e a idade determinam o envolvimento na vida noturna. Especificamente, quiseram perceber como mulheres mais velhas navegam num universo tido como sendo para os mais novos. Para isso, as autoras desenvolveram um inquérito online em que participaram mulheres com idades entre os 40 e os 65 anos que saiam regularmente à noite para ir clubes. Note-se que muitas mulheres nesta faixa etária, sobretudo no Reino Unido, viveram na primeira pessoa o boom da música de dança que ocorreu entre finais de 80 e inícios dos 2000 e cresceram com uma rotina de sair para clubes e festas.

Os resultados do inquérito mostraram claramente que a principal motivação destas mulheres para continuar a sair é a música, ouvir um dj em particular: 56% das inquiridas assim respondeu. Logo depois, com 30% das respostas, a socialização com pessoas já conhecidas, os amigos. Em terceiro lugar, o sentido de comunidade , depois o escape da vida quotidiana … a lista continua, mas é curioso notar que encontrar parceiro romântico, ficou em último na lista de motivações de todas as mulheres inquiridas. Algumas destas mulheres consideraram as saídas para dançar como parte de uma rotina de exercício físico, outras (35%) consideraram a ida a clubes e festivais de música electrónica como uma experiência espiritual.

O inquérito abordou também aspectos menos positivos: 8% das participantes considerou sentir-se frequentemente olhada e deslocada nos clubes por causa da idade, mas só 1% respondeu sentir-se julgada pelos mais novos. Já agora, 34% das inquiridas disse vestir o que queria quando saia para dançar, independentemente do que os outros pensassem. 20% admitiu produzir-se especialmente para sair para dançar, mas 27% afirmou dar prioridade ao conforto. Apesar de 16% das mulheres ter respondido  já ter tido abordagens indesejadas em clubes, situações de assédio, por exemplo, 24% considera o clube um espaço seguro. Entre tantos dados que mostram como as mulheres com mais de 40 anos valorizam sair para dançar música electrónica, podemos concentrar tudo num único número:  53%, mais de metade das participantes, consideram que sair para dançar, contribui decisivamente para o seu bem estar geral.

Os dados são importantes não apenas para as mulheres mais velhas e para perceber o seu universo de interesses, mas também para os clubes e organizadores de eventos que podem assim perceber melhor o que realmente interessa a uma importante fatia do seu publico.

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