Perdoar faz bem. A conclusão é de um estudo que envolveu mais de 200 mil pessoas de 23 países. Os participantes foram questionados duas vezes. A primeira vez sobre a regularidade com que perdoavam pessoas que lhes tinham feito mal. Um em cada quatro afirmou que isso nunca ou raramente acontecia. Pessoas com mais de 80 anos e com hábitos religiosos revelaram perdoar com mais facilidade. Um ano depois, um novo questionário mediu aspetos de melhoria do bem estar em várias categorias como bem estar psicológico, bem estar social, participação e comportamento social, personalidade e comportamento pró-social, saúde física e estatuto socioeconómico.
Depois de analisadas todas as respostas e cruzados os resultados de ambos inquéritos, os investigadores concluíram que perdoar tem reflexos positivos no bem estar geral. Ou seja, as pessoas que disseram perdoar no primeiro questionário, declararam sentir-se melhor no segundo questionário.
As vantagens do perdão verificam-se a todos os níveis, mas notam-se mais no bem estar social e psicológico. As pessoas que perdoaram declararam-se mais otimistas, mais felizes com o seu círculo de relações, e com mais comportamentos pró sociais. Os únicos aspetos onde não foram registadas melhorias foram a forma física e o estatuto social.
Segundo os autores do estudo, publicado na Mental Health Research, de um ponto de vista de gestão do stress, perdoar é uma estratégia de adaptação para reduzir os aspetos negativos que não perdoar tem no nosso bem estar, e que podem afetar tanto a saúde física como a mental.