Maternidade em destaque no cinema de Cannes: quem pode ser mãe?

Maternidade em destaque no cinema de Cannes: quem pode ser mãe?

Maternidade em destaque no cinema de Cannes: quem pode ser mãe?

Maternidade em destaque no cinema de Cannes: quem pode ser mãe?

Rihanna inspira tema forte em Cannes: os muitos rostos da maternidade no cinema.

A presença de Rihanna — mãe recente — em Cannes pode ter sido simbólica — Rihanna e ASAP Rocky marcavam presença na estreia mundial de Highest 2 Lowest, o novo filme de Spike Lee — mas coincidiu com um dos temas mais fortes desta edição do festival: a maternidade como centro narrativo.

O filme Love Letters, de Alice Douard, é um exemplo marcante. A história acompanha Céline e Nádia, um casal queer prestes a ter o seu primeiro filho. Com Nádia grávida, Céline enfrenta um processo legal longo e emocionalmente desgastante para poder adotar o filho da companheira — apesar de estarem legalmente casadas.

O filme retrata os detalhes burocráticos dessa adoção em França, incluindo a necessidade de escrever 15 cartas para provar a relação de maternidade. Entre medos, frustrações e questionamentos, Love Letters levanta questões profundas: quem é mãe? Quem valida essa maternidade? O que significa, legal e emocionalmente, ser parental?

Num momento em que direitos conquistados estão novamente em risco em várias partes do mundo, o filme serve como alerta e espelho de muitas realidades ainda invisíveis.

Vê aqui o trailer de Love Letters, o novo filme de Alice Douard, que estreou no Festival de Cinema de Cannes.