Visão, audição, olfato, paladar e tato. São estes os cinco sentidos definidos por Aristóteles. Mas segundo a ciência moderna, podemos ter muitos mais. Há já algum tempo que existem investigadores a defender que temos afinal sete sentidos: além dos já citados teremos também a interocepção, a capacidade do cérebro sentir as sensações internas do corpo, e a propriocepção, a capacidade de reconhecer a posição do corpo no espaço sem precisar da visão.
Mas filósofos e neurocientistas, nomeadamente os ligados ao Censes: Centro de Estudos dos Sentidos, fundado em Londres em 2013, acreditam que podemos ter entre 22 a 33 sentidos. Aos já enunciados, deveremos acrescentar os sentidos de equilíbrio, fome, sede, dor, temperatura e movimento, entre outros. Alguns dos sentidos tradicionais, como o tato, por exemplo, podem afinal agregar outros sentidos, como os de dor ou temperatura. Tudo depende do que se considera ser um “sentido”, uma discussão que parece continuar sem conclusões definitivas. A certeza inquestionável é que a percepção humana é multissensorial e que cinco sentidos parecem pouco para a explicar.