Fricção Científica: O lado negro da fama

Fricção Científica: O lado negro da fama

Fricção Científica: O lado negro da fama

Fricção Científica: O lado negro da fama

A fama tem um preço e costuma ser alto, neste caso, até fatal. Estudo alemão conclui que cantores famosos morrem mais cedo. Os investigadores analisaram dados de 324 artistas cantores, ativos entre 1950 e 1990, comparando-os com pessoas do mesmo género, idade, nacionalidade, etnia e estatuto dentro das bandas. Concluíram que, em média, os cantores famosos morrem aos 75 anos, enquanto os menos famosos vivem até aos 80, ou mais. Os autores do estudo concluem que ser famoso parece ser prejudicial ao ponto de neutralizar as vantagens do estatuto sócio económico mais alto que é conferido pela fama e que normalmente contribui para baixar o risco de morte.

Os autores concluem ainda que os cantores a solo morrem mais cedo do que cantores em bandas, independentemente de serem ou não famosos. Isto sugere que, estar numa banda, fornece algum tipo de proteção contra fatores de stress como o escrutínio público, perda de privacidade e pressão para dar sempre bons espetáculos. Esta análise deverá ser agora aprofundada, tendo em conta experiências na infância, hábitos alimentares e de sono, stress e consumo de drogas entre os vocalistas e pessoas famosas em geral. O objetivo será perceber quais podem agravar o risco de morte, além da “mera” experiência de ser uma pessoa conhecida.

Se os factos mais curiosos da ciência são do teu interesse, espreita o Fricção Científica, rubrica diária de Isilda Sanches, que pode ser ouvida de segunda a sexta-feira, às 11h40, na Antena 3. Tendo como fonte notícias de ciência verdadeiras e fidedignas, o Fricção Científica procura dar conta de assuntos sérios e/ou ligeiros, baseando-se sempre em descobertas, estudos, experiências, teorias e tudo o que diga respeito ao fascinante e intrigante universo da ciência.