A ciência mais improvável do ano inclui dissertações sobre o beijo, técnicas para assoar o nariz, leite de baratas, trombas de mosquitos, cuecas enterradas durante meses e urinóis sem salpicos…
Os prémios IgNobel são atribuídos desde 1991 pela revista Annals of Improbable Research e destacam os estudos científicos mais improváveis e “fora da caixa”. Parecem quase sempre piadas, mas têm ciência muito séria a sustentá-los e quase todos pretendem ter aplicações práticas.
O prémio da Medicina, por exemplo, foi para um estudo japonês de 1977 que revela a forma correta de nos assoarmos.
Já o da Biologia, foi atribuído a um estudo brasileiro/australiano que analisou os efeitos do calor nas cobras venenosas para perceber porque razão elas mordem os humanos.
O IgNobel da Física também tem potencial prático, foi para um estudo sobre design de urinóis sem salpicos.
Na Química ganhou uma equipa de investigadores que concluiu que o leite das baratas vivíparas tem 3 vezes mais energia do que o leite de vaca.
Já o IgNobel da Biomecânica, foi atribuído a cientistas do Reino Unido e China, pela sua definição precisa de beijo.
Continuando com potenciais aplicações práticas, o prémio Tecnologia foi para um estudo que usou a tromba de mosquitos para impressão 3D, uma técnica foi designada de necropainting. Este ano, houve um IgNobel da Ciência do Solo, foi para um estudo que analisou a qualidade do solo usando cuecas, que foram enterradas em mais de 25 países durante 2 meses.
Mas também há psicologia e autoconhecimento nestes prémios da Ciência Improvável. O IgNobel do Olfacto, atribuído a um estudo conjunto de alemães, polacos e suecos, explica que, para os pais, os bebés cheiram sempre bem, mas os adolescentes não.
O IgNobel da Economia também nos diz alguma coisa sobre a condição humana: foi para um estudo que reuniu evidências de que as pessoas das classes mais elevadas têm mais probabilidade de roubar doces às crianças e envolver-se noutro tipo de atividades pouco éticas.
Para o final guardei um dos prémios que levanta sempre mais curiosidade, o da Paz, foi para um estudo de americanos, australianos e argentinos que concluiu que gostamos de pessoas que são más para as pessoas de quem não gostamos.
Se os factos mais curiosos da ciência são do teu interesse, espreita o Fricção Científica, rubrica diária de Isilda Sanches, que pode ser ouvida de segunda a sexta-feira, às 11h40, na RTP Antena 3. Tendo como fonte notícias de ciência verdadeiras e fidedignas, o Fricção Científica procura dar conta de assuntos sérios e/ou ligeiros, baseando-se sempre em descobertas, estudos, experiências, teorias e tudo o que diga respeito ao fascinante e intrigante universo da ciência.
