No dia 17 de julho a Mata do Bussaco tornou-se a primeira floresta terapêutica certificada na Península Ibérica, quarta em todo o mundo, sendo as outras Beneddiktinerstift na Austria, e Lahnstein e Bad Nauheim, Alemanha. A Mata do Bussaco ocupa 105 hectares no concelho da Mealhada e tem cerca de 250 espécies de árvores e arbustos, podendo ser dividida em quatro zonas: arboreto, jardins e Vale dos Fetos, Floresta Relíquia e Pinhal do Marquês. Há muito que esta Mata é área protegida e desde 2018 que é considerada Monumento Nacional, agora tem também a distinção oficial de Floresta Terapêutica.
Segundo a Healing Forest, organização criada na Alemanha para promover o potencial terapêutico das florestas, e a entidade que atribui a certificação, para serem de facto terapêuticas, as florestas devem cumprir alguns requisitos: atenuação do barulho, proteção visual e contra o vento, trilhos com diferentes níveis de dificuldade, serviços terapêuticos regulares na floresta ou proximidades, e zonas designadas para terapia e exercícios de relaxamento. A ideia de floresta terapêutica vem da Ásia, onde os banhos de floresta (shinrin yoku) são muito populares. No Japão, em 1982, o Governo criou o conceito de banhos de floresta, como parte de um programa nacional de saúde para combater o stress urbano. De então para cá, vários têm sido os estudos científicos que comprovam os efeitos benéficos da prática sobre a saúde, diminuindo o stress, e os sintomas de ansiedade e depressão melhorando o sistema imunitário, o sono e o desempenho cognitivo.
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