Chamam-lhe Ambulância de Robots e entrou em circulação no Japão. Esta ambulância é no fundo uma carrinha de reparações que pode ser chamada para resolver problemas de funcionamento de robots humanoides.
A carrinha transporta os engenheiros e as peças necessárias para fazer reparações, mas também leva um robot de substituição para ocupar o lugar do avariado, ou “doente”, no desempenho das suas funções. Tudo isto pode parecer estranho em Portugal, onde não estamos habituados a ver robots humanoides por ai, mas no Japão a situação é diferente.
Com uma população extremamente envelhecida e falta de mão de obra, o sector industrial aposta há muito na automação, mas os robots também estão nos hotéis, hospitais, empresas e até em casas das pessoas… um modelo em particular, o Unitree G1, de fabrico chines, tornou-se popular e pode ser comprado por cerca de 15 mil euros.
O mercado de robots humanoides quase não existia antes de 2025, mas só o ano passado foram produzidas 18 mil unidades, e em 2026 a China domina o mercado com 97% das exportações. Claro que, quantos mais robots, maiores as probabilidades de problemas. Foi por terem sentido as consequências das avarias que os responsáveis pela empresa GMO Internet Group, que vende no Japão os robots chineses da Unitree, criaram esta ambulância.
É um sinal dos tempos. Robots, humanoides e não só, começam a fazer parte do quotidiano e as sociedades organizam-se para lidar com isso. Em junho passado, o Governo japonês estabeleceu uma meta para 2040: introduzir qualquer coisa como 10 milhões de robots em 18 sectores diferentes, incluindo saúde, alimentação e indústria
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