Alguns dos principais cientistas do bem estar e felicidade mudaram a forma como vivem devido às descobertas que fizeram. Agora esforçam-se para dedicar mais tempo à família e aos amigos. Treze especialistas internacionais reuniram-se num debate sobre felicidade que explorou tanto evidências científicas quanto experiências pessoais, o artigo foi publicado no Journal of Happiness Studies.
Estas são as conclusões:
Relacionamentos sólidos são fundamentais para a felicidade: As conexões sociais revelam-se, de forma consistente, como poderosos indicadores de bem-estar. Ter uma pessoa com quem se pode contar é algo de extrema importância; ter mais relacionamentos e mais comunidade, amplia esse sentimento de bem-estar. Muitos investigadores têm aplicado essa constatação ao reservar, deliberadamente, mais tempo para as pessoas mais próximas.
Ter mais dinheiro não garante mais felicidade: A segurança financeira ajuda a sustentar uma boa qualidade de vida, mas, uma vez atendidas as necessidades básicas, o aumento de rendimento costuma ter um impacto menor sobre a felicidade.
Atividades dotadas de significado favorecem o bem-estar: O trabalho e outras ocupações podem contribuir para a felicidade quando proporcionam um propósito e refletem os valores de uma pessoa.
Hábitos diários podem ajudar a cultivar a felicidade: ser generoso, fazer trabalho voluntário, aproveitar experiências positivas, fortalecer relacionamentos e reforçar ligações sociais ajudam no sentimento de felicidade.
Ser feliz não significa estar sempre bem. O bem-estar duradouro envolve viver de acordo com valores pessoais, construir conexões que ofereçam apoio e adaptar-se às dificuldades, e não tentar eliminar as emoções negativas. Embora a genética e as circunstâncias de vida (local de residência, situação profissional, idade e estado civil) influenciem a felicidade, os autores sublinham que o bem-estar não é algo fixo. Pessoas que se consideram felizes também têm contratempos e emoções negativas. O bem-estar geral delas pode depender de como reagem aos desafios e atividades que escolhem realizar.
O estudo científico do bem-estar expandiu-se consideravelmente desde a década de 1970, período em que o campo moderno começou a ganhar forma. O que antes era uma área de investigação relativamente restrita abrange, hoje, inúmeras abordagens para a compreensão da felicidade, da satisfação de vida, das relações sociais e da saúde psicológica. O seu objectivo é desenvolver uma pesquisa rigorosa, capaz de ser traduzida em meios práticos para melhorar a vida das pessoas.
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